Resident Evil: Uma boa ou má adaptação?

Como é sabido de todos, as adaptações de videojogos à grande tela dão, normalmente, num grande desastre. Desde a saída do primeiro “Resident Evil” (o filme), em 2002, que se debate se os filmes são, ou não, uma boa adaptação dos jogos. Hoje, nas vésperas da estreia do terceiro filme, eu dar-vos-ei todas as respostas.
“Resident Evil” é uma série de terror que há muito disputa a liderança com outro aclamado franchise, “Silent Hill”. Desde que o primeiro jogo saiu que uma base de fãs se instalou, começando a crescer a cada jogo que saía. Hoje, com vários spin-offs, adaptações literárias e sequelas, a série espera não só a saída do próximo capítulo, “Resident Evil 5″, mas também do terceiro (e supostamente último) filme. Falemos então das duas adaptações em si, serão elas fiéis aos jogos em que se baseiam?

Na passagem para os cinemas, foram muitas as mudanças em relação aos jogos: a nível de história, os argumentos dos filmes não seguiam com a fidelidade esperada os dos jogos; depois, a adição de uma personagem não-existente nos jogos (Alice) e que, ainda por cima, é a protagonista dos três filmes; a não-integração de personagens que os fãs adoram nos filmes; características largamente exageradas presente nas películas; e, sobretudo, a mudança de género - todos os que jogaram um qualquer “Resident Evil” sabem que a série não é aquilo que vemos nos filmes, um monte de cenas de acção sem grandes motivos que justifiquem a sua existência, é muito mais, é uma série de terror genuína, que realmente assusta os jogadores. Os filmes? Nem por isso. A verdade é que todo este conjunto de pequenas coisas prejudicam imenso os filmes e criam um fosso entre os jogos e as suas versões cinematográficas. A verdade está à vista de todos: os jogos são altamente aclamados pela crítica, enquanto que os filmes são classificados como medíocres.
Muitos fãs acham que a situação seria diferente se cada filme fosse 100% fiel ao jogo em que é baseado, e eu concordo pois, dessa forma, os argumentos seriam mais polidos e, além de assegurarem a continuidade da série, como nos jogos, evitariam que se cometessem as barbaridades que estão a vitimar e a dar mau nome à série - por amor de Deus, Resident Evil no deserto? Desde quando algum jogo da série se passou num deserto? E desde quando é que alguma personagem ganhou poderes sobre-humanos, da mesma forma que Alice? Ridículo não é adjectivo suficiente para estas duas ideias.

Qualquer fã de terror que tenha visto os filmes “Resident Evil” ou “Resident Evil: Apocalypse” não se terá assustado muito, de certeza. Talvez aqui e ali, um saltito na cadeira. E porquê? Porque os filmes “Resident Evil” são filmes de acção, não de terror. Ao contrário dos jogos, aqui não há momentos de suspense que proporcionem o susto. Só gore e tiros. A calamidade, contudo, ainda é de certa forma evitada no primeiro. Mas o segundo filme é uma catástrofe, principalmente se pensarmos que o segundo jogo da série é o preferido de muitos fãs….
A lista de personagens continuamente ignoradas pelos argumentistas dos filmes é grande (ainda maior se contarmos com aquelas dos spin-off’s intitulados “Outbreak”) mas a ausência mais gritante é a de Leon Scott Kenedy, que participa nos dois melhores jogos da série (2 e 4) e que, se tudo continuar assim, nem fará uma aparição nos filmes. Isto é alguma coisa? Ah, e nem me façam falar das sub-aproveitadas personagens como Jill, que merecia claramente um maior destaque no segundo filme.

Tal como imensas adaptações cinematográficas de videojogos, “Resident Evil” causou polémica entre os seus fãs. Houve uns que adoraram os filmes, apesar de admitirem que, além dos zombies, dos nomes das personagens e do seu guarda-roupa, pouca coisa existe de comum com os jogos; houve outros que odiaram, dizendo que têm esperanças de que, daqui a 10 anos, a série seja refeita. Eu digo que os filmes estão medianos e de forma alguma representam as obras em que são baseados. Tivessem eles seguido a história de cada jogo normalmente e talvez hoje estivesse eu aqui a aplaudir os filmes, bem como outros milhões de fãs. Assim, apenas espero que o terceiro filme consiga finalizar a série com alguma dignidade.

Setembro 25, 2007 às 6:51 pm
discordo com a tua opinião porque eu penso que os filmes devem ser julgados separados dos jogos. rui
Outubro 15, 2007 às 3:01 pm
Concordo.
Outubro 15, 2007 às 3:09 pm
Concordo.
Eu acho que todos filmes/animes… baseados em jogos, devem sim ser seguidos com fidelidade aos mesmos.
Os criadores tem um dever com os fãs do jogo Resident Evil, pelo qualidade e pela popularidade que estes os causaram. Não seguir pretextos básicos dos jogos acarreta com certeza em um desapontamento total com toda série de jogos.
Para que se chamar Resident Evil, um filme que foi modificado tanto a história quanto o gênero?
Concordando com o autor, e fazendo um colocação, o filme deveria chamar-se:
“Shoot the Monsters”
he he
Outubro 27, 2007 às 10:33 pm
Os dois primeiros estão bastante aceitáveis dentro do genero do jogo,o terceiro foi UM DESCARRILAMENTO EM LARGA ESCALA…Deserto? Personagens com super-poderes? Super Zombies? O que é que andaram a tomar???
Janeiro 4, 2008 às 1:39 pm
o jogo é mo chato
Janeiro 4, 2008 às 1:40 pm
émo chato entao vai chuparmeu pinto