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Resident Evil: Extinction – Crítica

Foram precisos três anos para que pudéssemos, por fim, ver o último capítulo da trilogia de filmes (muito vagamente) baseados na série de videojogos “Resident Evil”, que desta vez eleva a série a um novo nível, mostrando o mundo completamente destruído, desertificado, tomado pelas muitas hordas de zombies esfomeados – algo que, como devem saber, nunca aconteceu em algum dos jogos. São várias as questões que me colocava antes do ver o filme, mas também foram várias as que ficaram por responder depois.

Bem, comecemos então pela história do filme. Basicamente, após uma cena inicial que tenta retomar o espírito do primeiro filme (7/10), onde vemos a protagonista acordar no chuveiro (com o mesmo vestido e tudo), e depois de uma outra completamente fora do contexto e que relembrará bastante o filme “The Hills Have Eyes”, 9.5/10), encontramos um alguns sobreviventes do anterior (L.J, Carlos Olivera) a viajar em conjunto com novas personagens, como Claire Redfield (Ali Larter), já que, como nos é narrado nos momentos iniciais, essa é a única forma de sobreviver agora: manter-se em movimento. Por outro lado, encontramos Alice (Milla Jovovich), que, sem razão aparente, se separou dos restantes, e continua também ela em fuga.

E é aqui que começam os problemas desta terceira ingressão: que aconteceu a Jill Valentine, personagem muito querida pelos jogadores e que teve a sua importância no anterior mas que, aqui, é completamente esquecida? Ou à pequena Angie? No final do segundo filme, Alice partiu com eles todos. Contudo, aqui, vêmo-la sozinha, enquanto que nem ficamos a saber o porquê daquelas duas não serem sequer mencionadas, que me lembre. Várias questões para as quais gostaria de ter resposta, sinceramente, e que apenas revelam a mediocridade do argumento (escrito por Paul W.S. Anderson).

Além disso, o filme apresenta falhas noutros níveis. Uma delas é a falta de originalidade tremenda em vários pontos da história… como por exemplo, uma cena que relembra o clássico “The Birds” (7.5/10), de Hitchcock, em que centenas de pássaros atacam a caravana, ou a sub-narrativa em que uma personagem fica contagiada pelo vírus, depois de um combate com um zombie, e decide esconder isso dos restantes membros do grupo, como aquela vista em “Blade 2″ (8/10). Foram várias as vezes em que, ao longo do filme, me lembrei de outros filmes. E isso, digo-vos, não é nada abonatório.
Como se isso não fosse mau o suficiente, a história é repleta de clichés, pelo que não inventa nada de novo: as personagens continuam, como na maioria dos filmes de terror, a agir de forma irreal, vide a cena em que Betty (interpretada pela cantora Ashanti) se sacrifica para ajudar os outros, desnecessariamente.

Porém, claro, o filme também tem coisas boas. Desta vez, existem personagens mais carismáticas (adorei a Claire Redfield, que foi bastante melhor aproveitada que Jill Valentine), mais momentos dramáticos (a cena em que o grupo chega a Las Vegas está bem conseguida), mais acção. Mas não passa disso: em nenhum momento o filme consegue escapar-se da mediania e provocar-nos uma sensação de medo ou pânico. Não é, porém tão mau como o segundo, pelo que ainda me fez torcer pelas personagens em vários momentos.
Vá lá, todos sabíamos, depois de lermos a sinopse, que o filme se afastaria totalmente dos jogos. Tanto que eu tive que me mentalizar, a meio, que devia encará-lo como sendo algo à parte da série que teve origem na primeira Playstation, se queria conseguir aguentar até ao fim – por favor, Alice com super-poderes? A cena em que ela os usa para salvar os companheiros é interessante, mas totalmente irrealista e afastada da premissa dos jogos. O mundo sendo um deserto? Zombies a serem domesticados? Podia estar aqui toda a tarde.

O filme tenta, sim, desenvolver as suas personagens, adicionando uma sub-trama envolvendo Carlos e Alice naquilo que parece ser uma espécie de pseudo-romance, mas os esforços são quase sempre em vão pois o foco é, claramente, os momentos de acção desenfreada, relegando para 5º plano o uso da nossa inteligência. A pergunta inevitável é se este “Resident Evil: Extinction” consegue ultrapassar o segundo e salvar a série do buraco. Por um lado, sim, é um pouco melhor que “Apocalypse”, mas é irrealista de mais para fazer jus à série – tanto que, no final, se esforça por adicionar um vilão conhecido dos jogadores, mas esperem para ver a resolução do combate, que de tão ridícula é que me perguntei o porquê de tanta (tentativa de) construção de suspense. Ah, e por falar em resolução, falemos do final do filme. Muitos diziam que este seria o último, contudo, no fim, a porta não fica aberta para o quarto, mas sim escancarada, pelo que não deve demorar muito até confirmarem a continuação.

Nota: 5.5/10

Citações Memoráveis:

Não me lembro de nenhuma em especial.

P.S: “Resident Evil: Extinction” leva 5.5/10 porque acredito que haverá um quarto; caso contrário, tirem meio valor à nota, já que, para um final de trilogia, o filme desilude e deixa imensa coisa em aberto.


9 Respostas to “Resident Evil: Extinction – Crítica”


  1. 1 Tiago
    7 07UTC Abril 07UTC 2008 às 18:20

    sinceramente eu adoro o resident evil e ainda nao vi este filme, mas zombies a serem domesticados? =/

  2. 2 R.L
    26 26UTC Abril 26UTC 2008 às 17:42

    Concordo com P.S.Acredito que havará um quarto filme que concerteza terá Jill Valentine e Angie como protagonistas da série.

  3. 3 JM
    9 09UTC Junho 09UTC 2008 às 02:37

    Concordo com a maior parte dos aspectos comentados. Se é feito um filme baseado num jogo algo como o desenvolvimento deste terceiro Resident Evil é inadmissível.
    Eu gostei bastante dos três filmes, mas ao mesmo tempo, reconheço que são uma onda de falhas e o Extinction nada fez para contrabalançar.
    Apesar de tudo inssentivo todos a verem este filme, não pelo terror inisistente ou pelo suspense bocejante, mas pela acção e por nunca dizer não a um filme de zombies.

    :) gostei do site

  4. 9 09UTC Junho 09UTC 2008 às 17:14

    Achei este filme muito fraco. Além da história pouco originial todo o filme “sabe a pouco” com cenas de acção que enfim, até em filmes do Steven Seagel se vê melhores.

  5. 5 cristo
    31 31UTC Agosto 31UTC 2008 às 07:06

    Pelo que eu li na entrevista com a Sony este é o último filme desta trilogia.

    Um quarto filme está sendo criado, mas nem tem nenhuma relação com esta trilogia fraca, o quarto filme é Resident Evil: Degeneration que é uma continuação direta do jogo Resident Evil 2.

  6. 6 Seus merdas
    1 01UTC Novembro 01UTC 2008 às 16:33

    pohha se fude seus fdps
    so sabem fla mal krl
    se copiassem o jogo ses iam reclama pra krl pq mudo de personagem toda a hora
    vao tudu toma nu olho do cu

  7. 7 Thalyta
    18 18UTC Janeiro 18UTC 2009 às 00:35

    Eu sou fã incondicional da série de jogos e a minha ansiedade era tamanha em ver o jogo indo parar nas telonas. Porém fui surpreendida ( assim como a maioria dos fãs do game) com um roteiro totalmente distante da história dos jogos. Quem é essa Alice? pelo amor de Deus conseguiram perder a chance de fazer um grande sucesso dos cinemas. Vi os 3 filmes e detestei todos por fugirem da historia real retradada nos games. O que mais se aproxima da serie de jogos é o 2, com algumas ressalvas é claro.

  8. 8 nane
    16 16UTC Fevereiro 16UTC 2009 às 21:07

    eu particularmente achei os filmes ate que legais, mais eu acho que os filmes não deveriam fugir tanto do contexto dos jogos, eu sou fã incondicional da claire e do leon eu acho que deveria ficar juntos e quando eu digo juntos não é só em uma cena ou jogo e sim combater o legado viral da umbrella corporarion como um só e se querem enventar tanto ponham um grupo anti-umbrella com os personagens mais fortes e com alguns medrosos tambem, desde que o casal mais fofo do residente fique juntos (claire e leon) eu vou curtir bastante

  9. 9 aff
    21 21UTC Junho 21UTC 2009 às 03:42

    kal vai ser o proximo resident evil?


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