Scoop - Crítica

“O homem perfeito. A história perfeita. O crime perfeito”

Esta comédia escrita, realizada e protagonizada por Woody Allen voltou a surpreender-me, não só pelas estranhas e bem conseguidas reviravoltas (como acontece em Match Point [9,5/10], um dos meus filmes preferidos de sempre), mas também pela capacidade de prender o espectador à película. E, sendo eu um grande fã de Scarlett Johansson, também não podia deixar de notar que houve uma excelente interpretação por parte da actriz ao vestir a pele da obcecada e engraçada jornalista Sondra. A fotografia é, como em Match Point, um ponto positivo, assim como a banda sonora que, tal como no anterior filme, utilizou a música clássica de compositores memoráveis como pano de fundo (Peer Gynt, por exemplo). A película também faz referência a alguns dos 40 filmes que o realizador já fez mas eu, dele, só vi dois, contando com este.

A trama remete-nos para a morte de um consagrado jornalista britânico (Ian McShane), que até então investigava uma série de homicídios a mulheres morenas de cabelo curto cometidos por um serial killer chamado “O Assassino da Carta de Tarot”. Quando, literalmente falando, vai no barco da morte e descobre a identidade do assassino, resolve partilhar o grande furo com uma estudante de jornalismo americana, Sondra Pransky (Scarlett Johansson), que no momento estava a servir de cobaia num palco do espectáculo do ilusionista / comediante Sid Waterman (Woody Allen). Mal se vê confrontada com o facto do fantasma lhe ter fornecido informações que podiam ser as que a podiam levar ao topo da sua carreira, resolve unir forças com Sid, para desmascarar o suposto assassino, Peter Lyman (Hugh Jackman), um aristocrata britânico. No entanto, Sondra apaixona-se por Peter e, ao lado do espectador, é induzida em erro.

Sondra e Sid, ao se juntarem, fazem uma cómica dupla, principalmente quando fingem ser filha e pai numa comunidade onde os mais ricos e poderosos convivem. Woody Allen interpreta uma pessoa que, apesar do seu carácter desastroso e cómico, tem pensamentos que nos são difíceis esquecer. Já os homicídios, a cada minuto é-nos apresentado novas informações, acabando até por ser o espectador o investigador. Estamos sempre confrontados com a ideia: “Que mais pistas e provas precisamos para denunciar Peter?”, até que no verdadeiro final do filme, um twist surpreende-nos, pela positiva. Posso dizer que, no momento em que Sondra ‘morreu’, senti-me ligeiramente decepcionado, até a reviravolta surgir, e fazer-me aplaudir e rir. É um óptimo filme, eu adorei, pessoalmente, e não consigo compreender a avalanche de críticas negativas a este maravilhoso “Scoop” que merece ser visto e revisto!

Nota: 8,5/10

Citações Memoráveis:

Sid Waterman: You’re a pretty girl. You know, I think you could probably get this guy to get interested in you.
Sondra Pransky: Oh, you’re silly…
Sid Waterman: Yeah, particularly if he’s got a twisted mind.

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Sondra Pransky: Why would Peter kill a prostitute?
Sid Waterman: Because it looks bad on his resume!

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Sid Waterman: I was born into the Hebrew persuasion, but when I got older I converted to narcissism

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Sid Waterman: 16 blue ponies, 21 airplanes, and 12 spinning midgets.

2 Respostas para “Scoop - Crítica”

  1. Pipocas e Outras Tretas Diz:

    parabéns, boa crítica!!!!

    tenho de ver o scoop, sempre me chamou a atenção…!

  2. Knoxville Diz:

    Mais nada ;)

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