
“Sweeney Todd, O Terrível Barbeiro de Fleet Street”, é mais uma colaboração entre Johnny Depp e Tim Burton. Após “Eduardo Mãos-de-Tesoura”, “A Noiva Cadáver”, e “Charlie e a Fábrica de Chocolate”, entre outros, já aprendemos a esperar nada menos que o melhor deste par, e a sua obra mais recente não é uma desilusão.
Sweeney Todd não é uma produção original para cinema, sendo antes baseado num musical que esteve na Broadway, do mesmo nome.
Conta a história de um barbeiro que fora casado com uma mulher de beleza excepcional, com quem tivera uma filha. Um juiz da cidade, porém, cobiçando a beleza da sua esposa, pôs uma acusação falsa no barbeiro para o mandar para a prisão, conseguindo casar-se com a mulher e ficar com a sua filha.
Porém, este barbeiro, interpretado brilhantemente por Johnny Depp, regressa a Londres e, sob o nome falso de Sweeney Todd, decide obter a sua vingança do juiz. Regressa à sua antiga profissão de barbeiro, num quarto alugado sobre a Loja de Empadas de Mrs. Lovett, e com as suas fiéis navalhas assassina os clientes um a um, até conseguir ter nas mãos aquele que realmente procura: o juiz.
Apesar de ser um musical, todo o filme está cheio da obscuridade típica de Burton, o que se nota na música, que utiliza letras alegres contrastando com caras e cores sombrias no ecrã, na escuridão dos efeitos visuais, na maquilhagem exagerada e ambiente gótico das roupas das duas personagens principais versus o restante ambiente, ou mesmo no sangue denso e abundante, rico.
É um filme que vale a pena ver, mesmo para quem não é amante de musicais; Sweeney Todd junta o melhor de dois mundos: a expressividade e pureza dos musicais, e a obscuridade, mistério e emocionalidade dos melhores thrillers.

Barbero de la Calle Fleet
o filme é realmente fantastico em termos gráficos, mas o tim burton consegue me deixar com sono…