Desperate Housewives: Balanço Temporada 4 (Parte I)

Em cima poderão ver uma das melhores cenas da quarta e mais recente temporada de “Donas de Casa Desesperadas“, que veio atrasada a Portugal, e ao que parece, devido à greve que felizmente já acabou nos Estados Unidos da América, vamos ter de esperar mais um bocado para que vejamos a segunda metade da série 4. O que dizer dela? Novas personagens, novas histórias, novos dramas e, consequentemente, como é habitual neste programa, novas piadas e cenas cómicas. Nesta publicação vou fazer crítica aos cinco primeiros episódios da quarta temporada, completando a primeira parte do balanço dos primeiros 10 episódios que foram ao ar antes da greve. Houve pontos altos mas também existiram pontos baixos, aqueles que vou indicar a seguir, se seguir a leitura!

Neste capítulo, o que mais se destaca é realmente a torta de limão que Bree disputou fazer com a sua (na falta de melhor expressão) rival Katherine. Quem seria capaz de trocar algo cozinhado pela Bree?! Conseguimos então alimentar um ódio por esta vizinha tão misteriosa e perfeccionista, quando dá um estalo à sua filha Dylan, à frente do seu padrasto Adam. A cena é também assistida por Bree, que se encontra escondida no corredor da casa, que não perderá tempo para mexericar com as suas amigas. Entretanto, Edie torna-se um obstáculo para o caso que Carlos tem com Gabrielle, até porque descobre uma conta off shore dele e Lynette vê-se furiosa com o marido, quando este deixa-a deixar nas cartas nas suas sessões de terapia. Um momento alto do episódio foi realmente quando Gaby acode à amiga para desabafar, e confessar o seu medo de perdê-la. Susan continua neurótica, desta vez por uma festa que a sua filha Julie pede para ir, e que Mike condiciona a sua decisão, de certa maneira. O que acaba por acontecer é que Susan vê-se, mais uma vez, perdida na teia que criara, gerando momentos de grande comédia, como foi quando foi vestida de stripper para a festa. O episódio fala-nos dos sorrisos - dos falsos e dos verdadeiros -, deixando-nos Mary Alice com uma verdadeira lição de vida: here is nothing more deceptive than a smile. And no one knows this better than the people who hide behind them. Some flash their teeth as a polite warning to their enemies. Some put on beaming faces to keep their tears from falling. Others wear silly grins to mask their fear. But then, there is that rare smile that is actually genuine, it’s the smile of a person who knows his troubles will soon…be over.
Nota Final: 7,5/10 - Valeram as cenas divertidas que Susan me propiciou, e a rivalidade crescente entre Bree e Katherine.
4×03 - The Game
Que grande episódio! Numa só festa que aparentava ser apenas um jogo de charadas, aconteceram muitas situações de uma só vez, onde os ciúmes e o valor da amizade e amor foram postos em cima da mesa. Sinónimo de confusão, “The Game” reuniu quase todas as personagens numa só sala, desde as personagens principais aos respectivos maridos (Adam, Victor, Mike…) e, como não podia deixar de ser, aos respectivos amantes (Carlos, Edie). Tudo começa quando Susan resolve fazer a sua tão conhecida “noite do jogo” por Bree, Gabrielle, Lynette e Edie. Apesar de no início de encontrarem pouco receptivas, concordam que será uma óptima ideia trazer Katherine para a festa para saberem um pouco mais sobre ela. Antes da grande noite, acontecem duas coisas que me entreteram bastante: dado que Susan se sente desconfortável com Adam ser o seu ginecologista, recorre e a Bree para saber qual é o dela, acabando esta por dar informações erradas, visto que a gravidez é falsa. O que acaba por acontecer, é que Susan pára num centro de um bairro social, divertindo-me imenso. A outra situação ocorreu com a mãe de Lynette que, revoltada com o estado da filha, obtem marijuana a partir de um amigo de Andrew e põe secretamente num bolo para Lynette. Quando a grande noite chega, Susan está desaparecida e ninguém conta com a vinda de Lynette (pela desculpa de se estar a sentir mal). Finalmente, Susan chega um tanto furiosa com Bree por esta a ter enganado (e que engano!) e, aquando das escolhas das equipas para os jogos das charadas, Lynette chega, com mais energia do que nunca (chega até a pontapear um candeeiro!). Na escolha das equipas, destaco um dos melhores momentos do episódio:
(Enquanto Gabrielle escolhe a sua equipa)
Orson: (a sussurrar) You should pick Edie.
Gabrielle: Why?
Orson: The woman just tried to commit suicide, don’t make her the last pick, she’s still fragile.
Gabrielle: Good point. Mike!
Foi um exemplo de uma cena que me divertiu imenso. Obviamente, a comédia anda de mãos dadas com o drama em “Donas de Casa Desesperadas e neste episódio também não faltou do género. Katherine tem um ataque de ciúmes quando vê Adam a flirtar com Gabrielle que, por sua vez, irrita Carlos e Victor. O mistério dos novos vizinhos começa a levantar o véu, o que foi o toque final para um episódio perfeito. Talvez “Desperate Housewives” no seu expoente máximo!
Nota Final: 10/10
4×04 - If There’s Anything I Can’t Stand
Talvez este fosse um dos mais aguardados episódios da série, porque um dos spoilers que mais correu na Internet foi que viria um casal gay para “Donas de Casa Desesperadas” (infelizmente para Marc Cherry, o criador do programa, o casal não foi interpretado por Robbie Williams nem por David Beckham). Neste episódio recheado de comédia pelos sarilhos que Susan arranjou com os novos vizinhos, também foi introduzida outra personagem, que curiosamente nem tempo teve para ser devidamente explorada, foi Phyllis, a sogra de Bree (mãe do falecido Rex para ser mais preciso). Como já disse, foi um episódio com imensa comédia, não só pela Susan que, quando recebeu o casal gay (e teve um dos diálogos mais engraçados de sempre), também Gabrielle e Carlos tiveram os seus momentos altos, quando se deram conta que estava infectados por uma doença tratável que fazia com que lhes aparecessem borbulhas (desculpem mas agora não me lembro do nome do contágio!). Gabrielle ainda me fez rir quando foi a uma loja de perucas com a sua amiga Lynette e conseguiu persuadi-la a fantasiar-se para melhorar a vida sexual que esta levava com Tom (“I’m a cancer bitch!”). Para o aumentar a dose de comédia, na casa de Bree foi recebida uma scooter como presente de uma amiga para Danielle. Visto que esta encontrava-se num convento de freiras até que o seu bebé nascesse, Bree decidiu guardá-la para o marido, que entretanto, por abusar, pára a um conjunto de caixotes do lixo (um grande momento para Orson, que finalmente começa a ganhar o gosto dos telespectadores). Em seguida, e como um género nunca vem só, o mistério “Katherine” não acaba… ao contrário disso, chega a sua tia-avó, Lillian Sims, que está em estado terminal. Finalmente, e voltando ao grande acontecimento do episódio, o casal de homossexuais composto pelo Lee e pelo Bob, têm a infeliz surpresa de serem recebidos ao bairro por Susan. Uma coisa que me agradou nas duas personagens foi o facto de não se encontrarem estereotipadas (aliás, eles próprios gozam com Susan, quando esta diz que ouviu falar muito “deles” - referindo-se aos casais homossexuais - e que gostava imenso dessas pessoas - Lee disse: I hope we can live up to your stereotype, referindo-se ao preconceito vindo de pessoas que se dizem a favor dos gays), mas no entanto, apesar de não serem os típicos homossexuais alegres, não os acho muito amigáveis… Susan conseguiu divertir-me ao longo de todo o programa, tentando provar que não era homofóbica (mas infelizmente provou ao casal que podia agir como uma idiota). Sobre eles; terá sido primeira impressão? Pois, é só continuar a ler.
Nota Final: 8,5/10 - Foi um episódio imensamente divertido, principalmente as cenas da relação entre Susan e os novos vizinhos
4×05 - Art Isn’t Easy

Percebemos de imediato com este episódio que a arte não é algo fácil de entender, principalmente quando se tem uma fonte grosseira a estragar a paisagem do bairro mais conhecido do mundo! Lee e Bob põe uma fonte que incomoda bastante Mike e Susan que, por sua vez, depois de uma tentativa falhada para falar com os vizinhos, reune as vizinhas, decidindo assim que precisam de convocar uma reunião entre os moradores de Wisteria Lane, e nomear uma presidente para mandar retirar a fonte. Cria-se então uma guerra imediata entre Katherine, que é a primeira a candidatar-se ao cargo e Lynette que, após descobrir que os planos da vizinha estendem-se aem retirar a casa de árvore que tem, junta-se à competição. Enquanto que Katherine tenta persuadir os moradores com a sua promessa de tornar o bairro esteticamente mais bonito, Lynette zela pela liberdade do ordenamento do território. Parece ser até uma disputa saudável, excepto, claro, para Susan, que no combate vê o conforto e a amizade a lutarem entre si. Óbvio que o episódio não só se centra nisto; há um retorno muito caricato (e dispensável também) do antigo jardineiro de Gabrielle, John, que está casado como pudemos ver na terceira temporada. Desta vez, não é Gabrielle que quer gerar um caso amoroso (até porque já tem um com Carlos), mas é sim o ex-jardineiro que não suporta o seu casamento e tenta regressar para os braços de Gaby. No entanto, Gabrielle não permite que o caso se realize, apesar de se criar alguma tensão, tão dramática como cómica, quando Carlos descobre os planos de John, assim como a sua esposa. Quando à rivalidade Carlos-John finalmente foi resolvida, com uma cena muito amigável:
Carlos: I’ve decided that it’s time for me to forgive you, for sleeping with my wife.
John: You know, I didn’t just sleep with Gabby, I fell in love with her.
Carlos: I forgive you for that too.
John: Why are you doing this? You in some kind of a 12-step program?
Carlos: (sorrisos) Let’s just say I recently learned how loving someone makes you forget the difference between right and wrong.
Em seguida, quando Katherine ganha a eleição de administradora do bairro e Lynette prevê o fim da sua amizade com Susan (oh, Susan, como foste parva!), acaba por não conseguir retirar a fonte do casal homossexual, dado que sabiam de um segredo devastador da vizinha. Qual será?
Nota: 8/10
Findo o post, resta-me dizer que a segunda parte do balanço será publicado muito brevemente!

Março 23, 2008 às 7:54 pm
sim, bom post, flavio… esperamos pela 2a parte!
ruben
Março 24, 2008 às 1:13 pm
4×03 - The Game
Pessoalmente, fartei-me de rir com a Lynnete, depois de ficar “ganzada”. A cena em que ela manda pontapés à mobilia é hilariante!
Março 24, 2008 às 1:13 pm
Bom post, já agora lol. Espero pela segunda parte…!
Março 27, 2008 às 3:06 pm
[...] à primeira metade da quarta temporada de Donas de Casa Desesperadas, podendo ser a parte 1 lida aqui. Houve dois episódios particularmente óptimos (à semelhança do que aconteceu com a terceira [...]
Abril 13, 2008 às 2:34 pm
[...] ele fez, condensando a sua opinião acerca dos primeiros 10 episódios em duas partes (a primeira, aqui; a segunda, aqui), este balanço será constituído por duas partes - ficando uma eventual terceira [...]