Iron Man - Crítica

Crítica ao filme “Iron Man”, por Douglas Lobo.


Nem todo super-herói vem da classe média. Em “Homem de Ferro”, Tony Stark (Robert Downey Jr.) é um bilionário empresário do ramo de armas que se arrepende dos negócios e decide trazer a paz ao mundo. Claro, para isso ele constrói uma arma. Uma super-armadura capaz de voar, despejar raios, balas e fogo e cujo capacete é uma mini-central de controle conectada a um computador de alta inteligência.

A super-armadura deixa Stark invencível contra criminosos comuns. Mas ele enfrenta problemas quando tem de lidar com uma super-armadura semelhante, construída com base no mesmo protótipo da sua. O roteiro pouco se aprofunda nas motivações dos criminosos (ou nas de Stark), que no começo do filme sequestram o bilionário durante uma visita ao Afeganistão para que ele construa um lançador de mísseis. Ao invés, Stark constrói uma super-armadura e a utiliza para fugir. Antes, encontra armas de sua indústria com os criminosos e tem uma crise de consciência (ele realmente achava que o negócio de armas era patriótico?). Decide usar a armadura como protótipo para uma mais poderosa.

Ao contrário de filmes como “Homem-Aranha” e “Superman – O Retorno”, que abordam os super-heróis numa perspectiva adulta, “Homem de Ferro” está mais para o público “teen”. O lado adulto do personagem foi removido, a ponto de o personagem ser mais maduro nas histórias em quadradinhos do que no cinema. O alcoolismo de Stark, abordado explicitamente nos quadradinhos, é aqui tratado com tanta discrição que nem se nota. Os personagens são infantilizados (à excepção de Virginia ‘Pepper’ Potts, interpretada por Gwyneth Paltrow) e jamais existiriam na vida real. Suas motivações são de papéis sociais (heróis, vilões, bilionário, jornalista), não de seres humanos. O mais interessante na construção de personagem é extra-tela: o irresponsável Tony Stark lembra o próprio Downey Jr, conhecido pela vida desregrada.

Em um filme no qual o herói é mais importante do que o ser humano, o melhor são as cenas de ação. Assim como nas histórias em quadrinhos, Tony Stark fica em apuros quando os circuitos de sua armadura começam a falhar – o calcanhar de Aquiles do herói desde sempre. Há fagulhas de humanidade quando Stark começa a testar a armadura ou quando ensaia um romance com Pepper. Mas ao tirar a humanidade do mundo dos heróis, “Homem de Ferro” fica na segunda equipa da nova safra de filmes iniciada com “X-Men”, ao lado de pipocões superficiais como “Demolidor” e “Motoqueiro Fantasma”.

Nota: 6/10

Uma Resposta para “Iron Man - Crítica”

  1. kang4roo Diz:


    Obrigado.. Info agradável…

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    (Os Temas São Tão Atraentes)

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