Parece que estou numa de Editorial Presença… Não sei o que se deu para estes dois escritores se juntarem e escreverem este livro, mas, raios, seja o que for, ainda bem que aconteceu!
Quando, após conhecer a escrita de um dos autores – Neil Gaiman- e ter lido o prefácio no site da Presença, decidi ler este livro, estava longe, mesmo muito longe de imaginar o que me esperava.
O livro começa onde tudo começa – no inicio do mundo. Bem, pouco depois da criação do mundo todos sabem o que a Eva e Adão fizeram por causa da serpente. É nesse exacto ponto que esta história começa – a serpente em questão, que na realidade é um demónio (ou um anjo caído, como preferirem) está à conversa com um anjo (este não caiu) sobre o incidente do fruto proibido. Bem, apesar de ser realmente estranho um demónio e um anjo estarem a falar – o que se manterá por toda a obra – não dá sequer para imaginar como eles criam estas situações. Não tenho aqui o livro, portanto não posso ser exacta, mas começa mais ou menos assim: O dia estava bom. Até agora todos os dias tinham sido bons. A chuva ainda não havia sido inventada. – e foi assim: a partir daqui não consegui suster o riso até o final da obra.
A história dá um pulo para o século XX, onde freiras satânicas tentam trocar o bebé recém-nascido de um embaixador americano pelo pequeno príncipe das trevas. O plano corre mal, e ele acaba por parar no seio de uma família inglesa. Quando, anos depois, naquele que deveria ser o apocalipse, isto é revelado, o demónio que deveria acompanhar de perto o pequeno príncipe põe-se a pensar se seria apenas um acaso, e que, na realidade, ele até gosta da Terra – porque haveria de ser destruída???
Enquanto tudo o que é cassete toca a voz de Freddie Mercury (vocalista dos Queen), a história desenrola-se com a tentativa de frustrar o plano demoníaco, numa sucessão de personagens interessantes, desde e.t.s a monges tibetanos perdidos nos túneis, os Quatro cavaleiros do Apocalipse, e Adam (ironia), o príncipe das trevas, e o grupo que lidera… se não bastasse todo este absurdo de personagens, a escrita, a maravilhosa e fina ironia da pena de Pratchett e, bem das penas, de Pratchett e Gaiman. “Diabolicamente hilariante”, sem dúvida, e onde um história segue uma linha de enredo, coesa, mas, definitivamente, estranha.
Este é dos tipos de livro em que há muito a falar, mas pouco pode ser realmente dito quando comparado com a experiência da sua leitura. É do tipo de livro que não merece ser apenas catalogado como “OBRIGATÓRIO”, deviam de se amarrar aqueles que não o lêem a uma cadeira – como ao obeso de “Seven”- e pôr-lhes o livros à frente até eles (bem, já que comparei ao Seven) morrerem de tanto rir.
Gente: estão de férias (e se não estão, vão estar), se vão ler algum livro este Verão, leiam este!
Como disse, há muito que falar, mas, sinceramente, o meu entusiasmo há volta deste livros ( que eu levei até aos meus colegas e até à professora de português) não deixa muita coesão para que possa realmente dizer algo. Só:
LEIAM
(e boas férias!)

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