
As estações do ano sucedem-se, cada uma narrando diferentes etapas da vida de um monge, desde a sua infância, e descoberta das consequências dos seus actos, até ao amadurecimento da sua personalidade e redenção espiritual.

As estações do ano sucedem-se, cada uma narrando diferentes etapas da vida de um monge, desde a sua infância, e descoberta das consequências dos seus actos, até ao amadurecimento da sua personalidade e redenção espiritual.

“You know, some men are heterosexual and some men are bisexual and some men don’t think about sex at all, you know… they become lawyers.” Começar o texto com uma citação não é original, nem propriamente trabalhoso. Porém, é a forma mais directa de elogiar aquilo que de melhor este “Love And Death – Nem Guerra, Nem Paz” tem para oferecer: o argumento.

É curioso: procurando imagens de “Les Chansons d’Amour” pela Internet, não encontrei nenhuma que contenha a personagem de Grégoire Leprince-Ringuet, Erwann, apesar da sua inegável importância para a personagem principal, Ismaël. Não que a que escolhi seja desadequada, porque ilustra perfeitamente a premissa de que parte o filme, mas que está longe de ser uma realidade no final da fita. É um aparte com importância duvidosa, e é provável que estejam a pensar “que raio de introdução”. Pois bem, “As Canções de Amor” é um musical que aparenta um filme “ligeiro”, mas que acaba por ser uma profunda ode a esse sentimento incansavelmente explorado no mundo das Artes.
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A comédia romântica é um género ingrato. Nos dias de hoje, tem contra si o facto de ser direccionada muito acentuadamente ao público feminino (o que afasta muitas vezes o público masculino da sua visualização), e o de ser um género onde a inovação é muito pouca; aliás, arrisco-me até a dizer que, se ao filme lhe fosse dado a optar, decerto que a comédia romântica seria das últimas escolhas que ponderaria. Isto, hoje, porque, na sua golden age, Hollywood produziu comédias românticas que podem muito bem ser consideradas alguns dos melhores filmes de sempre.

Já com três longas-metragens no currículo (entre elas o remake do clássico de 1978, “Halloween”), Rob Zombie tem uma abordagem muito própria do género de terror, e os seus filmes valerão certamente a pena ser vistos, daqui a uns anos, por qualquer aficcionado pelo género.

Falar de “Once” lembra-me do teste em que me era pedida uma análise da obra de Caeiro, quando o próprio Fernando Pessoa escreveu que sobre os poemas desse seu heterónimo “não se pode comentar, porque se não pode pensar, o que é directo, como o céu e a terra; pode tão-somente ver-se e sentir-se”. Ambos são formas de Arte que não necessitam de um debate minucioso ou uma de meditação aprofundada para nos dizerem alguma coisa. Mas, tal como a simplicidade de versos como “acho que só para ouvir passar/o vento vale a pena ter nascido” não deixava de ser bela, também “Once – No Mesmo Tom” consegue ser emocionalmente poderoso, embora partindo de uma premissa já demasiadamente familiar a todos nós: o boy meets girl.

Para as nossas leitoras: imaginem-se a casar aos 14 anos com um homem que desconhecem e de outra nacionalidade, herdeiro do trono, com o único propósito de fortalecer as relações entre o vosso país e o dele, sendo depois forçadas a viver no país do dito noivo, e a gerar um herdeiro o mais rapidamente possível. Acrescente-se a isso a delicada situação de arcarem com as culpas de um casamento não consumado até cerca de sete anos depois da cerimónia, por desinteresse do parceiro, além de terem de tomar decisões para apaziguar os confrontos bélicos que envolvem o vosso país, mas que vão contra o do noivo. Tudo isto passado nos finais do séc. XVIII, rodeadas do luxo e das intrigas de Versalhes, num ambiente pré-Revolução Francesa. É esta a história que Sofia Coppola se propõe a contar em “Marie Antoinette”, com Kirsten Dunst a encarnar a visão da realizadora de uma das figuras históricas mais populares, e que, por isso mesmo, partilha semelhanças com Charlotte, a protagonista do seu filme anterior, “Lost In Translation”.

A história real aconteceu em Março de 2001, quando Armin Meiwes e Bernd Brandes, sua vítima (cúmplice?) se dirigiram para a casa do primeiro, com o objectivo de celebrarem um sádico ritual. Tinham-se conhecido na Internet, quando Meiwes colocou um anúncio a requisitar alguém disposto a servir de “menu” para ele realizar a fantasia de devorar um ser humano. Este caso insólito, que chocou o mundo pelo envolvimento de canibalismo (tema capaz de mexer com qualquer um), ganha em “Rohtenburg” honras de filme.

Quarto segmento de histórias sobre os populares médicos do Seattle Grace, esta temporada vinha envolta numa promessa de mudança expressa até no título do primeiro episódio, “A Change Is Gonna Come”. Tendo todos (excepto George) passado no teste, no final da terceira temporada, Grey e companhia teriam agora mudanças profundas a nível profissional: em vez de assistirem a cirurgias, começariam a realizá-las de facto, teriam internos (ou estagiários, uma vez que ambas as traduções têm surgido) sob a sua alçada, e tudo sugeria um ponto de viragem que a série realmente necessitava, depois dos muitos erros cometidos na terceira temporada que, embora tenha produzido alguns dos melhores momentos da série, ficou àquem das expectativas da maioria.
Não é um hábito meu escrever sobre filmes de que não gostei minimamente (“The Covenant/O Pacto”, por exemplo) ou que, apesar de bons, me deixaram indiferente (“The English Patient/O Paciente Inglês”), principalmente porque acredito ser mais produtivo reflectir devidamente sobre os bons, e esquecer os maus. Abro, assim, uma excepção para “Crepúsculo”, apenas porque acordei hoje oficialmente um ano mais velho, me sinto algo aborrecido e com vontade de escrever sobre qualquer coisa que seja.
Continue a ler ‘“Twilight – Crepúsculo”’
A segunda adaptação cinematográfica de “The Painted Veil” (em português, “O Véu Pintado”), história da autoria do francês W. Somerset Maugham, pode ser descrita como uma obra-prima única e intemporal, uma das pérolas do Cinema criadas na última década em que a Arte genuína de fazer filmes se sobrepõe a qualquer interesse financeiro.

Ora aqui está um filme que já queria ver há uns tempos (mas, por preguiça, lá fui adiando a ida ao videoclube)! Não sei porquê, mas a premissa do filme captou-me logo a atenção, lembro-me até de ver umas entrevistas e de ponderar uma ida ao cinema, mas lá ficou esquecido. Pois bem, agora que o vi, posso dizer que é, sem dúvida, um dos meus favoritos.
Antes de começar a crítica propriamente dita ao filme, devo dizer que não vi, por falta de oportunidade (até porque gostei de outros trabalhos do realizador) o filme concebido por Ang Lee em 2003 acerca do Herói verde, pelo que não me poderá ser possível estabelecer qualquer comparação entre os dois. Sei, porque li, que a versão de 2003, com um elenco totalmente diferente daquele visto em “The Incredible Hulk”, era mais voltada para os sentimentos e conflitos entre as personagens principais, e menos centrada nas cenas de acção. Gostava de o ver, verdade seja dita, mas hoje estou cá para falar do Hulk vivido pelo excelente Edward Norton.

Bem, começo agora por pedir desculpa aos que visitam o Blog e por agradecer aos meus colegas por me aceitarem de volta. Na verdade, a minha saída foi, agora que reflicto, inconsequente – não, o Blog não tem mais movimento do que tinha antes, mas a verdade é que é preciso conquistar leitores, antes disso… E mais uma vez a minha paixão por Cinema e Literatura e a vontade de falar disso por cá voltam a determinar a minha decisão. Não estou arrependido de ter saído, foi bom fazer uma pausa; agora volto com outra atitude, menos preocupada com detalhes e mais centrada naquilo a que este espaço se destina: falar de Cinema, Literatura, Música e etc…!

Bem, este é o meu último post no blog. Estou de saída porque, de momento (e até ao momento), em termos pessoais, este espaço fracassou. Ao longo dos vários meses da sua existência, não tive por cá nenhuma discussão, nenhum debate ou troca de ideias mais alongado (e, consequentemente, interessante) sobre os filmes, livros ou séries (McAddicted…) que comentei. E esse era, para mim, um dos objectivos.
Sei que as minhas opiniões foram lidas, e isso não deixa de ser positivo, mas seria mais interessante se este se tivesse tornado um espaço mais dinâmico e etc, etc…
Como um dos criadores, claro que não é com euforia que escrevo estas linhas, mas acho que não são incompreensíveis as razões de que falei acima. O blog vai continuar, espero, e vou continuar a acompanhá-lo… no futuro, talvez escreva um ou outro texto através da zona livre. Ainda não falei com os outros membros, mas penso (espero) que também eles vão compreender. Sei que é cliché mais que batido, mas de que serviam os clichés se não se adequassem, por vezes, a determinadas situações? Por isso, cliché ou não: foi bom enquanto durou.
O final de um dos melhores episódios da quarta temporada (e não só) de “Grey’s Anatomy”, Crash Into Me: Part 2… enjoy!
Quem nunca ouviu falar de Freddy Krueger? É certamente uma das personagens mais conhecidas da História do Cinema, tendo sido explorada em oito filmes – o último dos quais partilhado com outro grande vilão, Jason Vorhees, da saga “Friday The 13th” – e um a série ao longo de quase vinte anos. Será que, para quem o vir agora, o primeiro filme terá um aspecto datado?

Marta Silva, cujos posts podem ver aqui, saiu do Blog, como devem ter reparado. O motivo…?
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